Reforma Tributária 2026: CONECTA reúne empresários para discutir impactos no preço, margem e competitividade das empresas

Evento promovido pela CONECTA Negócios e Contabilidade em parceria com a Lessa e Lima Associados debateu como as novas regras tributárias devem transformar decisões estratégicas, precificação, cadeia de fornecedores e fluxo de caixa das empresas nos próximos anos

A Reforma Tributária já deixou de ser apenas um debate técnico para se tornar uma pauta estratégica dentro das empresas brasileiras. Em um cenário de profundas mudanças no sistema tributário nacional, empresários e gestores participaram, na última quinta-feira (30), do Conecta Executive, encontro promovido pela Conecta Negócios e Contabilidade em parceria com o escritório jurídico Lessa e Lima Associados, em Fortaleza.

O evento reuniu lideranças empresariais para discutir os impactos práticos da Reforma Tributária na gestão dos negócios, especialmente em aspectos ligados à margem de lucro, competitividade, precificação, fluxo de caixa e tomada de decisão estratégica.

Mais do que apresentar mudanças legislativas, o encontro trouxe uma reflexão sobre como a nova lógica tributária deve alterar o funcionamento operacional e financeiro das empresas nos próximos anos.

Durante a apresentação, o diretor executivo da Conecta, Adolfo Ciriaco, destacou que a reforma representa uma mudança estrutural na dinâmica empresarial.

“A reforma não é sobre pagar mais ou menos imposto. É sobre quem vai ganhar mercado e quem vai perder margem.”

Segundo Adolfo, o novo cenário exige uma mudança de postura das empresas, que precisarão transformar dados fiscais em inteligência estratégica para proteger resultados e manter competitividade.


O que muda na prática com a Reforma Tributária

Um dos principais pontos debatidos no Conecta Executive foi a substituição do atual modelo tributário pelos novos tributos CBS (federal) e IBS (estadual e municipal), alterando a lógica de tributação sobre o consumo.

Na prática, isso significa que as empresas precisarão revisar processos que hoje impactam diretamente o resultado financeiro do negócio, como:

  • formação de preços;
  • análise de margem;
  • gestão de fornecedores;
  • aproveitamento de créditos tributários;
  • contratos;
  • planejamento financeiro e fluxo de caixa.

Outro fator relevante discutido durante o encontro foi a mudança da tributação da origem para o destino, fazendo com que as empresas passem a competir menos por incentivos fiscais regionais e mais por eficiência operacional, gestão e capacidade de adaptação.

Além disso, a nova lógica de não cumulatividade amplia a importância da qualidade fiscal da cadeia de fornecedores. No novo modelo, fornecedores com inconsistências documentais ou baixa regularidade fiscal podem impactar diretamente a capacidade de aproveitamento de créditos tributários e, consequentemente, reduzir margens de lucro.

Nesse cenário, a relação com fornecedores deixa de ser apenas uma negociação baseada em preço e passa a envolver fatores estratégicos ligados à segurança fiscal, crédito tributário e sustentabilidade financeira da operação.

“Sem simulação, a empresa decide no escuro. Com dados, preço, margem e caixa passam a ser decisões estratégicas”, reforçou Adolfo Ciriaco.

O encontro também destacou que os impactos da Reforma Tributária não serão iguais para todos os setores. Empresas com maior organização financeira, controle fiscal e capacidade de análise de dados tendem a atravessar a transição com mais previsibilidade e segurança competitiva.


Por que 2026 exige preparação das empresas

Outro ponto de atenção apresentado durante o Conecta Executive foi o cronograma de implementação do novo sistema tributário.

De acordo com as regras atuais, 2026 será um ano de testes operacionais, com aplicação inicial de alíquotas reduzidas de CBS (0,9%) e IBS (0,1%). Embora os percentuais sejam menores nesse primeiro momento, especialistas alertam que o período deve ser utilizado estrategicamente pelas empresas para validar processos, revisar estruturas e simular impactos financeiros.

A recomendação apresentada pela Conecta é que as empresas iniciem desde já análises relacionadas a:

  • precificação;
  • margem por produto e serviço;
  • estrutura de custos;
  • cadeia de fornecedores;
  • contratos;
  • fluxo de caixa;
  • impacto tributário por operação.

A fase de transição também exigirá maior integração entre áreas fiscal, financeira e estratégica, já que o aproveitamento de créditos e o tempo de recuperação tributária podem impactar diretamente o capital de giro das empresas.

“Quem usa a fase de teste para simular margem, crédito e caixa chega mais preparado às próximas etapas”, destacou o executivo.

Para a Conecta, o momento exige menos reação e mais antecipação. Empresas que começarem a revisar seus números agora tendem a construir vantagens competitivas antes da consolidação definitiva do novo modelo tributário.


CONECTA reforça posicionamento estratégico no apoio às empresas

A realização do Conecta Executive reforça o posicionamento da Conecta Negócios e Contabilidade como parceira estratégica de empresas que buscam crescimento sustentável, gestão baseada em dados e maior segurança na tomada de decisão.

Com atuação nacional, a Conecta oferece soluções em contabilidade, controladoria, BPO financeiro, inteligência tributária e gestão empresarial, apoiando organizações na construção de operações mais eficientes, seguras e preparadas para os desafios do mercado.


Sua empresa está preparada para os impactos da Reforma Tributária?

A Reforma Tributária vai exigir revisão de preço, margem, fornecedores, contratos e fluxo de caixa. Quanto antes a empresa entender seus impactos reais, maior será sua capacidade de proteger resultados e manter competitividade.

Entre em contato com a equipe da CONECTA Negócios e Contabilidade e descubra como transformar a transição tributária em decisão estratégica para o seu negócio.